quinta-feira, 3 de março de 2011

Rascunhos

Calejada pelo tempo,
Com cicatrizes de um passado infeliz.
Depois de insistir nos mesmos erros
Percebi o quanto era infantil e inexperiente.
Porem, nunca deixei que o mundo destruísse o s meus sonhos
Descobri que Augusto dos Anjos era sábio,
Sempre que fava “o beijo é a véspera do escarro...
Apedreja essa mão vil que te afaga, escarra nessa boca que te beija.”,
Que trair dói mais em meu coração que no ego do traído,
Que o tempo amigo, deixa marcas semi definitivas,
que a sabedoria vale mais que qualquer outra coisa,
E que ser tolerante e compreensiva as vezes pode me deixar com raiva.
Aprendi que amar não é tudo,
E que vale mais uma relação de respeito que uma sentimental.

E fui burra, ao jogar no lixo tudo isso que falei,
E novamente cair nos braços da tal paixão,
Deixando-me levar até constatar mais uma vez que errei.
E que o tempo me caleja cada vez mais,
E cada vez mais me apaixono,
E cada vez mais sou feliz,
E cada vez mais, sofro.

Sofro mais e mais.




terça-feira, 1 de março de 2011

Eu danço entre os carros


Hoje eu encontrei um velho retrato seu
por onde andarão os olhos
que um dia foram os meus?
A rua sem você, vazia é quase nada
escura, suja e triste recordação maltratada


Bêbada, rouca e louca
eu danço entre os carros
na marginal congestionada
Grito, blasfemo, paixão e ódio
Mágoa, despeito
um homem não vale nada, não vale nada.

Os dias passam sedentos
nessa mesma mesa de bar
copos vazios que brindaram saúde
a quem já não me quer mais
não me quer mais, não, não quer mais

Bêbada, rouca e louca
eu danço entre os carros
na marginal congestionada
Grito, blasfemo, paixão e ódio
mágoa, despeito
um homem não vale nada, não vale nada.


Toma um fósforo acende teu cigarro
O beijo amigo é a véspera do escarro
a mão que afaga é a mesma que apedreja
Se alguém causa ainda pena à tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga
Escarra nessa boca que te beija.



O dia num foi muito dos melhores, desculpem me queridos leitores.