sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Minhas asas estão voltando a crescer...

Apesar de ser fraca, tudo o que mais quero é tirar desse seu peito essa sua dor. Sei que nunca se abrira para mim...mais para que se abrir não é mesmo? Te protego e cuido de ti independente de qualquer coisa.

Sou o anjo que sempre pedio aos céus. Bem, posso ser atrapalhada, fraca, um pouco boba e inocente, mas que isso tudo se dane, quero ser feliz, e é isso que importa. Quero acordar do seu lado por muito tempo, olhar no fundo dos seus olhos, passar a mão em sua face, dedilhar seus cabelos desalinhados e sorrir.

Sei que as vezes não custa nada sonhar com a nossa falicidade, afinal é isso o que eu mais sei fazer.


ass: SONHADORA

...sem titulo...


Ei, a vida nem sempre é justa
Os anjos que você procura
Nem sempre estão lá
Mais ele vem me ver
Nas noites frias de inverno

Adentra a janela de meu quarto
Olha com piedade a minha face
Fria, amarga, cruel e triste
Sai e fecha a janela
Mas deixa para traz suas penas
De assas negras e vermelhas.

Crave de uma vez
Vez essa, o punhal
Crave-o em meu peito
Esse amargurado
Cheio de raiva em rancor
Esse peito que nunca soube o que foi o AMOR

É realmente o destino
Esse cruel inimigo meu
Sempre me quis só.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma noite.

Era uma sexta-feira normal, ou quase isso. Meia hora antes de terminar o meu experiente o meu celular tocou.

- Oi querida- disse a voz familiar do outro lado da linha.

- Oi meu bem.

- Então vamos fazer alguma coisa?...Quem sabe um cineminha, ou aquele seu restaurante favorito na Paulista?...

- Não, tenho algo em mente, te pego às 22h na gente do seu escritório.

- Nossa... então esta bem.

- Até mais querido.

Saindo do meu trabalho fui em casa tomei um banho não muito demorado, coloquei o meu vestidinho preto de alcinhas nada muito cheio de luxo, mais com uma certa finnese, uma sapatinha fina, o cabelo em um coque mau preso. Sob a mesa uma caixinha ao lado do meu celular, ambos foram parar dentro da bolsa. No hall do prédio de uma olhada discreta no espelho só para ver se estava bom.

As 22h como o combinado estava pegando-o no trabalho, quando ele entrou no carro me beijou brevemente e logo abriu um sorriso. Dirigi ate o centro da cidade, mais especificamente ate o Edifício Itália, entramos e subimos até o 42° andar.

- Uau, que lugar lindo amor – disse ele deslumbrado com o lugar.

- É, aqui é realmente lindo. Fazia muito tempo que não vinha aqui- disse o conduzindo até duas poltronas vazias, de frente para o vitral circular da sala.

Sentamos nas poltronas de uma cor clara quase branca, com uma mesinha de centro redonda a nossa frente, virei a minha poltrona para ver a paisagem do auto de edifício, e ele fez a mesma coisa.

Pedimos uma garrafa de vinho suave e algumas queijos.

Ele se aproximo de mim ficamos lado a lado, a nossa frente a mesinha de centro decorada com uma pequena lamparina, que iluminava a garrafa as taças e os queijos, pois a luz do ambiente era muito fraca.

Ficamos ali conversando por muito tempo, sobre absolutamente tudo.

Ele era impecável, apesar de não ser perfeito e foi essa imperfeição que me atraiu. Responsável, mais racional de mais. Isso iria mudar, ou era o que eu esperava.

Aproveitei que ele foi ao banheiro, aproveite-me disso. Tirei a caixinha da minha bolsa coloquei na mesinha de centro com um bilhete simples e improvisado...

Quer ou não?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

... o Baile

Em uma noite qualquer de um ano qualquer eles se conheceram, indiretamente mais se começaram, a partir desse dia começaram a se falar constante mente.

O único problema é que ainda não se conheciam “olhos nos olhos” como ambos costumavam dizer.

Eram tão apaixonados...

Mais pelo o que?


Por lindas palavras, e lindos versos... Nosso amor e uma cabana... O amor é tão lindos descrito em palavras não é mesmo?


Era um amor tão lindo e utópico, as vezes vivemos de utopia, apáticos a tudo e sempre buscando a felicidade .


Era assim esse casal.


Um dia ambos ansiosos para se verem, uma ansiedade tão grande que era capaz de transbordar de seus corpos.


Nesse dia marcaram um encontro, apesar de morarem apenas poucas horas um do outro havia junto com a curiosidade de ambos o medo.


Naquela noite, no meio de um festival de mascaras eles sem encontrariam.


Combinaram tudo dias antes, e foram.


Quando se viram, por um instante não foram capazes de pensar em nada, apenas em tirarem as mascaras e finalmente se sentirem.


Quando chegaram perto,ele viu o quando ela era linda, seu cabelos castanhos levemente ondulados, sua boca vermelha e carnuda, seus traços finos como se tivessem sido feitos por um artista, seus olhos lindos só isso que posso falar que eram lindos, seu corpo esbelto fazia com que ela fosse uma linda moça.


E ela não foi capaz de fazer analise alguma, pois tinha simplesmente se apaixonado por aquele que escrevia para ela as mais belas cartas de amor já lidas em toda a sua vida.


Eles se olharam por alguns segundos, ele sentiu como se um abismo infinito os separasse,ela não pensou nada só começou a chorar emocionada e o abraçou.


Ele sem fazer qualquer movimento brusco simplesmente a afastou olhou em seus olhos por alguns instantes, fez um sinal de reverencia, deu as costas a ela e simplesmente sumiu entre a multidão mascarada do festival.


Quando se olha para o abismo, o abismo devolve-nos o olhar.
Friedrich Nietzsche
Um poema nunca se acaba, abandona-se simplesmente.
Paul Valery (1871-1945)