terça-feira, 8 de setembro de 2009

... o Baile

Em uma noite qualquer de um ano qualquer eles se conheceram, indiretamente mais se começaram, a partir desse dia começaram a se falar constante mente.

O único problema é que ainda não se conheciam “olhos nos olhos” como ambos costumavam dizer.

Eram tão apaixonados...

Mais pelo o que?


Por lindas palavras, e lindos versos... Nosso amor e uma cabana... O amor é tão lindos descrito em palavras não é mesmo?


Era um amor tão lindo e utópico, as vezes vivemos de utopia, apáticos a tudo e sempre buscando a felicidade .


Era assim esse casal.


Um dia ambos ansiosos para se verem, uma ansiedade tão grande que era capaz de transbordar de seus corpos.


Nesse dia marcaram um encontro, apesar de morarem apenas poucas horas um do outro havia junto com a curiosidade de ambos o medo.


Naquela noite, no meio de um festival de mascaras eles sem encontrariam.


Combinaram tudo dias antes, e foram.


Quando se viram, por um instante não foram capazes de pensar em nada, apenas em tirarem as mascaras e finalmente se sentirem.


Quando chegaram perto,ele viu o quando ela era linda, seu cabelos castanhos levemente ondulados, sua boca vermelha e carnuda, seus traços finos como se tivessem sido feitos por um artista, seus olhos lindos só isso que posso falar que eram lindos, seu corpo esbelto fazia com que ela fosse uma linda moça.


E ela não foi capaz de fazer analise alguma, pois tinha simplesmente se apaixonado por aquele que escrevia para ela as mais belas cartas de amor já lidas em toda a sua vida.


Eles se olharam por alguns segundos, ele sentiu como se um abismo infinito os separasse,ela não pensou nada só começou a chorar emocionada e o abraçou.


Ele sem fazer qualquer movimento brusco simplesmente a afastou olhou em seus olhos por alguns instantes, fez um sinal de reverencia, deu as costas a ela e simplesmente sumiu entre a multidão mascarada do festival.


Quando se olha para o abismo, o abismo devolve-nos o olhar.
Friedrich Nietzsche
Um poema nunca se acaba, abandona-se simplesmente.
Paul Valery (1871-1945)

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