
Ei, a vida nem sempre é justa
Os anjos que você procura
Nem sempre estão lá
Mais ele vem me ver
Nas noites frias de inverno
Adentra a janela de meu quarto
Olha com piedade a minha face
Fria, amarga, cruel e triste
Sai e fecha a janela
Mas deixa para traz suas penas
De assas negras e vermelhas.
Crave de uma vez
Vez essa, o punhal
Crave-o em meu peito
Esse amargurado
Cheio de raiva em rancor
Esse peito que nunca soube o que foi o AMOR
É realmente o destino
Esse cruel inimigo meu
Sempre me quis só.
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